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Boston Scientific cria folder explicativo para a Síndrome de May-Thurner.

Condição de anomalia anatômica congênita, que pode se manter assintomática por anos. Texto e definições do Dr. Francisco Osse.


A Boston Scientific, multinacional dedicada a produtos com tecnologia para diagnosticar e tratar de doenças vasculares, criou e divulgou um folder sobre a Sindrome de May-Thurner, usando as definições, pesquisas e experiências do Dr. Francisco Osse.

Leia na íntegra a seguir:

Folder com informações da Síndrome de May-Thurner

Estudos de diversos países indicaram incidência de  doença venosa na população geral de até 8.6%, e que a incidência de trombose venosa é de 1.5%, sendo a TVP a 3ª causa mais comum de doenças do sistema cardiovascular, atrás apenas do infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.

São identificados aproximadamente 300.000 novos casos de trombose venosa aguda todos os anos, levando a 600.000  internações hospitalares por ano.

A mortalidade por embolia pulmonar secundária à   trombose venosa chega a 30% dos casos confirmados.


A síndrome pós-trombótica, complicação tardia da trombose venosa, atinge 20 a 40% dos pacientes após 5 anos da TVP aguda (120.000 pacientes por ano) e, destes pacientes, 4 a 6% desenvolverão úlceras de estase nas pernas.

A Síndrome de May-Thurner


A compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita foi descrita em 1957 e encontrada em até 22% dos casos. A condição é uma anomalía anatômica congênita, mas que pode se manter assintomática por anos. O crescimento corporal, com a movimentação e crescimento das estruturas intra-pélvicas acaba determinando o aumento do nível de compressão, quando então os sinais e sintomas da síndrome aparecem. Estes podem permanecer apenas como formas clínicas de insuficiência venosa, quando existe apenas estenose com graus variáveis de distúrbio hemodinâmico, ou como quadro agudo de trombose venosa profunda. 

A veia com estenose determina graus variados de resistência e alterações hemodinâmicas locais, chegando em alguns casos a medidas de velocidade zero no Ultrassom doppler. O sangue, diminuíndo muito sua velocidade, sofre alterações na sua composição química, a qual leva à formação de um coágulo (trombo) dando início à trombose venosa profunda.

Como se faz o diagnóstico da Síndrome de May-Thurner


Existem três exames de imagem que fazem o diagnóstico do problema:

1. Ultrassom Doppler Colorido: é o exame mais fácil de se realizar, com baixo custo e sem a necessidade de se puncionar veias ou injetar contrastes. Por ser realizado externamente, às vezes não consegue visualizar as veias intra-abdominais e pélvicas, exatamente onde está a alteração anatômica da Síndrome de May-Thurner.


2. Angiotomografia: é o exame que melhor pode estudar esta doença. Devidamente realizado, fará o diagnóstico em mais de 97% dos casos, mostrando inclusive a presença de trombos e a extensão do problema.


3. Angiografias: é o exame padrão para o diagnóstico, já que se visualiza completamente todas as veias do membro afetado e as veias abdominais. É realizado durante o procedimento para o tratamento endovascular propriamente dito.

O tratamento endovascular

O tratamento convencional da TVP aguda com anticoagulantes serve apenas para interromper o processo de formação de novos trombos, não interferindo naqueles já formados e que obstruem o fluxo sanguíneo em veias tronculares. Por isto, o
processo crônico pós-trombótico evolui até que os pacientes apresentem os sinais e sintomas da Síndrome Pós-Trombótica (SPT) com queixas que vão desde o edema e varizes até as úlceras.


De 10 a 30% dos casos de TVP aguda desenvolverão a SPT nos 5 anos seguintes ao evento inicial. As úlceras de estase acometem 4 a 6% nestes pacientes, com graves conseqüências do ponto de vista sócio-econômico. O tratamento endovascular da Síndrome de May-Thurner está SEMPRE indicado em três situações:

1. Presença da compressão COM trombose venosa associada: em muitos casos de TVP na região da veia cava inferior / bifurcação das veias ilíacas, após o tratamento endovascular da TVP, se faz o diagnóstico da SM-T, a qual é então também tratada com técnicas endovasculares, solucionando a causa da trombose.
Este procedimento pode ser curativo;


2. Presença da compressão, SEM trombose, mas COM sintomatologia importante: pacientes
com sintomas de insuficiência venosa severa no membro inferior esquerdo,
principalmente mulheres jovens, devem pesquisar a SM-T, pois o tratamento endovascular
desta alteração resolve a imensa maioria dos sinais e sintomas relacionados;


3. Presença da compressão, SEM trombose, SEM sintomas, mas COM diagnóstico de Trombofilias: nesta situação, a compressão associada às alterações da composição bioquímica do sangue representam uma condição de risco muito elevada
de trombose venosa e deve ser tratada para evitar a complicação da TVP e até embolia pulmonar associada.


O tratamento endovascular compreende a introdução cateteres na veia e ainfusão de droga fibrinolítica, que dissolve os coágulos que estejam presentes na região (nos casos de TVP associada) e depois a realização de dilatações da região comprimida com balões de angioplastias. Após a dilatação das veias que estavam doentes existe a necessidade de mantê-las abertas para que o sangue circule normalmente, com o implante dos chamados Stents, que se expandem no segmento da veia a ser tratado e se fixa alí, mantendo a veia aberta permanentemente e o fluxo sanguíneo normal.

Trombose Venosa Periférica (TVP)

Estudos em diversos países indicam que:


• 8,6% da população em geral tem a incidência de doença venosa e destes 1,5% possui TROMBOSE VENOSA.
• Terceira causa mais comum de doenças do sistema cardiovascular, atrás apenas do Infarto do Miocardio e Acidente Vascular Cerebral
• 300.000 novos casos de trombose Venosa aguda todos os anos
• 600.000 internações hospitalares por ano
• 30% de casos confirmados de morte por embolia pulmonar secundaria a trombose venosa
• Cerca de 120.000 pacientes/ano (20 a 40% dos pacientes) sofrem com a síndrome pós trombótica e destes 4 a 6% desenvolverão ulceras de estase nas pernas.


Síndrome de May-Thurner

Condição de anomalia anatômica congênita, que pode se manter assintomática por anos. O crescimento corporal, com a movimentação e crescimento das estruturas intra-pélvicas aumenta o nível de compreensão, e os sinais e sintomas começam
a aparecer. Permanecendo como forma clinica de insuficiência venosa ou como quadro agudo de TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP).

Como diagnosticar a Síndrome de May-Thurner?

Existem 3 exames de imagem que fazem o diagnostico do problema:

1. ULTRASSOM DOPPLER COLORIDO
2. ANGIOTOMOGRAFIA
3. ANGIOGRAFIAS

Tratamento endovascular

• O Tratamento convencional da TVP, aguda com anticoagulantes serve para interromper o processo de formação de novos trombos, não interferindo naqueles já formados e que obstruem o fluxo sanguíneo em veias tronculares.
• De 10 a 30% dos casos de TVP aguda desenvolverão a Sindrome Pós trombótica (SPT) após 5 anos, aumentando as queixas e edema, varizes e ulceras.

Indicação do tratamento endovascular da Síndrome de May-Thurner está sempre indicado em três situações:


1. Presença de compressão com trombose venosa associada
2. Presença de compressão SEM trombose, mas COM sintomatologia importante
3. Presença de compressão SEM trombose, SEM sintomas, mas COM diagnostico de trombofilias.

Tratamento endovascular

Compreende a introdução de cateteres na veia e a infusão da droga fibrinolítica, que dissolve os coágulos na região e realiza dilatações na região comprimida com balões de angioplastias. Após a dilatação das veias que estavam doentes é necessário mantê-las abertas para que o sangue circule normalmente, com implante de Stents.


Site de referência: www.TromboseVenosa.com.br  

 

 Stent usado no tratamento endovascular

 Contribuição no folder sobre a Síndrome de May-Thurner

 

Leia os depoimentos de pacientes que fizeram o tratamento endovascular que usa as técnicas endovasculares minimamente invasivas - o cateterismo.
 
Veja também o Dr. Francisco Osse em reportagens no SBTTV Record, TV Gazeta, e Rede Vida.  

 

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